segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

AS TENDÊNCIAS VISTAS NOS DESFILES INTERNACIONAIS DE INVERNO 2016/ 17 (FFW)


Nova YorkLondresMilão e Paris apresentaram suas propostas para o Inverno 2016 de formas muito particulares ao longo de um intenso mês de desfiles. Enquanto uma atmosfera sombria dominou as passarelas nova-iorquinas, em uma possível referência ao momento incerto que o mundo e a própria semana de moda estão vivendo, Milão se mostrou mais otimista e apresentou uma de suas melhores temporadas em muito tempo – graças, entre outras coisas, à ótima estreia de Alessandro Michele na Gucci e a estranheza provocada por belezas e modelos fora dos padrões característicos do universo fashion.
Enquanto as marcas inglesas reafirmaram sua vocação para uma moda vibrante e livre, com grande variedade de temas e abordagem moderna dos clássicos, um clima de mais do mesmo foi observado em Paris. As roupas propriamente ditas foram, muitas vezes, ofuscadas por acontecimentos secundários. O cabelo novo de Kim Kardashian, por exemplo, gerou muito mais repercussão que o desfile da Lanvin, onde ela estreou o visual. Já o cenário da Chanel foi infinitamente mais comentado que os quase 100 looks assinados por Karl Lagerfeld. É claro que fila A e cenário fazem parte da magia de uma semana de moda, mas estaria a moda em si perdendo importância dentro de seu próprio universo? Vale a reflexão.
Coincidência ou não, certo clima de continuidade foi observado também entre as tendências da estação. Os 1970 seguem como a década favorita e franjas, estilo boho e peças-chave como macacões, túnicas e calças flare apareceram quase com a mesma força do Verão 2015. Mas, se na última temporada ela reinou praticamente absoluta, desta vez as demais décadas também ganharam espaço. Dos tubinhos sessentinha ao slip dress 90’s, o Inverno 2016 surgiu mais democrático em suas referências.
Amei!